No inicio da semana assinalou-se o dia de São Pedro e São Paulo (sim, muitos esquecem o São Paulo que também se festeja no 29/06!).
Dois homens completamente diferentes. Duas histórias de vida distintas. Dois estilos de liderança e uma missão comum. Como acontece em tantas empresas…
Há quem acredite que um bom líder deve ter um perfil muito específico: mais carismático, mais extrovertido, mais firme ou mais inspirador. A história destes dois homens prova precisamente o contrário.
São Pedro era impulsivo. Agia antes de pensar. Era emocional, próximo das pessoas e profundamente humano. Errou várias vezes, chegou a negar Jesus por medo, mas teve sempre a humildade de reconhecer as suas falhas e a coragem de recomeçar. Foi ou é o líder que inspira pela autenticidade; o líder que constrói confiança porque não esconde as suas fragilidades; o líder que soube evoluir com os erros…
São Paulo, pelo contrário, era racional, estratégico e intelectualmente brilhante. Antes de se converter, perseguia cristãos. Depois da sua conversão, tornou-se um dos maiores divulgadores da mensagem cristã, organizando comunidades, escrevendo cartas e criando uma visão que ultrapassou fronteiras. É o líder que pensa sistemas; o que organiza; o que estrutura; o que escala uma missão…
Se olharmos para as empresas facilmente encontramos estes dois perfis, verdade? Há fundadores muito "Pedro": próximos da equipa, apaixonados pelo negócio, capazes de mobilizar pessoas pela relação. E há outros mais "Paulo": focados na estratégia, nos processos, na organização e no crescimento sustentado.
E a questão nunca é ser mais Pedro ou mais Paulo. A questão surge quando acreditamos que apenas um destes estilos é o correto!
As empresas precisam de ambos:
- Precisam da humanidade para criar cultura.
- Precisam da estratégia para garantir crescimento.
- Precisam da proximidade para desenvolver pessoas.
- Precisam da organização para criar resultados.
No fundo, São Pedro e São Paulo ensinam-nos que a liderança não tem uma única forma. Existem diferentes estilos, diferentes talentos e diferentes caminhos.
O que verdadeiramente une os grandes líderes é algo muito mais importante: uma missão clara, coerência entre aquilo que defendem e aquilo que fazem, capacidade de aprender continuamente e vontade de servir algo maior do que eles próprios.
Talvez seja essa a maior lição que podemos aprender com estes dois homens. Não precisamos de ser iguais para construir algo extraordinário. Precisamos apenas de colocar os nossos talentos ao serviço de uma visão maior. Porque as melhores empresas, tal como as maiores causas, não são construídas por líderes iguais. São construídas por líderes diferentes... que caminham na mesma direção.
Continuação de Boa Semana!